Eu sou a Voz da Serra

06/04/2018

Não é fácil ser eu. Chegar à idade de 73 anos em meio a tantas tecnologias,
reviravoltas econômicas e crises institucionais. Alguns apostaram que eu não
resistiria à ditadura. Mas segui. Alguns apostavam que eu sucumbiria perante à
magia do rádio. Continuei. Outros apostaram que eu me iria em meio às tantas
guerras políticas locais. Se enganaram, porque eu permaneço enquanto todos os
deputados, prefeitos e vereadores se vão e se irão com seus mandatos. Teve gente
que teve certeza que as TVs a cabo locais tirariam o meu brilho. Brilhei ainda mais
e ainda as ofereci apoio. Até estudiosos entendidos apostaram no meu sumiço com
o advento e fortalecimento da internet com suas notícias ligeiras, redes sociais e
Fake News. Não só venci e venço a todas essas modas, como me fortaleci e me
fortaleço com elas, por elas e contra elas. Quantos, como eu, do interior se foram.
Mas eu estou aqui - diariamente, faça chuva ou faça sol – ininterruptamente,
nesses anos todos.
Visito casas, escritórios e até palácios. Mas moro mesmo na memória, nos
pensamentos das pessoas e ajudo elas a decidirem sobre si mesmas e sobre o
coletivo. É! Eu sou influente. Querido. Até odiado, às vezes. Mas preciso trazer até
os fatos mais tristes e dolorosos. Não tenho presunção de ser o dono da verdade,
mas preciso dizer que trabalho com verdades, acontecimentos, fatos traduzidos
por letras e fotos. Sou canal de sonhos e ponte, muitas pontes que mudam
realidade.
Não quero me vangloriar como um sobrevivente astuto, nem quero me auto
elogiar. Mas preciso celebrar minha existência, como sei que Nova Friburgo se
orgulha de mim. Oras, tenho que abrir sorriso extenso neste 7 de abril de 2018.
Nasci lá em 7 de abril de 1945, em pleno Estado Novo. Já acumulo quase 10 mil
autorretratos em meio às desventuras, conquistas, impasses e glórias do povo que
constitui minha própria foto. Sou um velho jovem, cheio de gás e com muito ainda
por caminhar. Pois me reinvento a todo instante. Sim! Sou um teimoso confesso. E
sigo insistindo cheio de esperança.
Sou filho de família Ventura, de Américo, Laercio e Adriana. Sou páginas escritas
e desenhadas por muitos talentos. Sou matéria viva, poesia, gente, constante
transformação. Sou crônica, artigos, denúncia, roteiro do tempo, charge, devoção.
Sou biógrafo de uma cidade que é polo de uma Região. Sou a própria história
construída e a se construir. Sou essa junção de passado, presente e futuro, conexão
entre gerações. Sou mais que uma voz na multidão, mas a voz das multidões de
ontem, de hoje e de amanhã. Eu sou A Voz da Serra!

Hoje é dia
da Restauração da Igreja Mórmon
do Patriarca

O dia
Em 6 de abril de 1830, Joseph Smith fundou a Igreja de Cristo, depois renomeada para
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Seus seguidores são chamados
mórmons.

Observando...
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Palavreando
Meu conteúdo é cada manhã e minha sorte é cada hora. O tempo sempre parece menor
para mim. Minha prece é que eu dure um pouco mais.

Eu sou a Voz da Serra