O fim de uma era no Vasco?

16/01/2018

Quem poderia supor que Eurico Miranda cairia pela segunda vez? Novos tempos.
O seu retorno após Roberto Dinamite até podia ser esperado. Pensar agora em um
retorno após a derrota para o desconhecido Júlio Brant é quase impossível. Pela
idade de Eurico e até pela sua perda de prestígio que abre espaços para novos
grupos. Ou seja, mesmo que a administração de Brant seja ruim, abriu-se espaço
para outros protagonistas como Fernando Horta e Alexandre Campello que são
oposição a Eurico e já ensaiam ambos, oposição a Brant.
Eurico, todos já conhecem. Impõe segurança pelo medo. Não será uma tragédia,
mas com raras exceções, o Vasco não experimentará glórias dos tempos de
Calçada. Eurico é vascaíno nato. Obedece às tradições, provoca a paixão das
rivalidades e faz o Vasco ser grande pelo menos no discurso. Não permite o
desrespeito político que Dinamite permitiu. No entanto, é arcaico e suas últimas
demonstrações são de alguém mais preocupado com sua pseudo grandeza do que
com a grandeza do Vasco. É um vascaíno que se acha mais importante que o
Vasco. Ninguém é!
Júlio Brant oferece respiro. O que virá após o mergulho é uma incógnita. É o
desconhecido completo, tanto pelo nome, como por como fará o futuro. É um risco.
Mas nós, vascaínos, não podemos viver para sempre no trauma da gestão
Dinamite. Que abracemos o novo com esperança, cientes de que ou corremos esse
risco ou seguiremos nesse chove não molha de um Vasco nada competitivo. Que
Brant possa trazer seu reconhecido talento da gestão privada para o complicado
mundo do futebol. Que tenha um pouco de Eurico na defesa de discurso do Vasco
gigante, mas que possa trazer a juventude que o cruzmaltino tanto necessita, com
conceitos mais modernos de administração. Que não permita que os Edmundos da
vida tirem proveito do clube, como se fosse empresa de A ou B. O Vasco é dos
vascaínos e não deve servir de fonte de receita de maneira ilícita ou antiética para
quem quer que seja. Isso, de fato, me preocupa.

O Vasco seguirá grandioso. O péssimo momento político e a fragilidade de
planejamento imposta pela polêmica eleição e transição ficarão no passado. Que a
Caravela possa flutuar em mares mais calmos e o Vasco volte a ser competitivo!

Hoje é dia
dos Cortadores de Cana-de- Açúcar
dos Protomártires Franciscanos
O dia
Vitória de Che e Fidel. Em 16 de janeiro de 1959, os rebeldes comandados por Fidel
Castro depuseram o ditador cubano Fulgêncio Batista, no poder desde 1952. Com a
saída do tirano, Castro foi aclamado primeiro-ministro de Cuba.
Observando...
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Palavreando
O tempo não é apenas o ontem, o hoje e o amanhã, mas o que você faz com o ontem, o
hoje e o amanhã.

Estadual
Sobe, mas não participa. Os dois times que tiveram o acesso garantido na Série B do
ano passado para a elite nesse ano não participarão do melhor da festa, ou seja, da fase
principal do Estadual com os quatro grandes. O Goytacaz quase conseguiu. Terminou
em 3º na fase classificatória com os mesmo 10 pontos dos classificados Cabofriense e
Macaé, mas perdendo no saldo de gols. Já o América terminou na penúltima posição e
ao lado do próprio Goytacaz disputará o grupo da morte com Resende e Bonsucesso.
Ganha, mas não leva
No grupo da morte, os quatro times se enfrentarão em jogos de ida e volta. Os dois
primeiros se garantem na primeira divisão em 2019. Os dois últimos caem para a
segundona com direito de disputá-la com o Friburguense ainda nesse ano. A eliminação
dos times que subiram deflagra um grave problema: os times que sobem, na verdade
não sobem. Movimento na Federação tenta mudar isso para 2019, retornando a disputa
com 16 clubes, o que garantiria na fase principal os dois que subirem neste ano. A
conferir.
Friburguense
O Friburguense, por sua vez, não sabe se terá condições financeiras de disputar a
segundona. Depois de perder sua principal fonte de receita (o patrocínio da Stam), o
clube tenta levantar, pelo menos R$ 40 mil mensais, para disputar a competição. Um
patrocinador ou vários que somem esse valor é a busca da diretoria. A tarefa não está
fácil e o clima de apreensão aumenta a cada dia.
Salários Estado
O Estado pagou ontem, integralmente, o salário de dezembro para todos os 460 mil
servidores ativos, inativos e pensionistas, décimo dia útil do mês, conforme o calendário
de pagamentos do funcionalismo. Há mais de um ano, o Estado não conseguia pagar em
dia todos os servidores. Os pagamentos foram possíveis, segundo o governo, em função
da arrecadação tributária e dos R$ 900 milhões provenientes da segunda parte do
empréstimo de R$ 2,9 bilhões do BNP Paribas.
13º em atraso
Os salários, no entanto, não estão plenamente em dia. Falta o pagamento do 13º salário
de 2017 para 371.312 servidores ativos, aposentados e pensionistas. O valor líquido da
folha é de R$ 1,551 bilhão. Não há qualquer previsão para que esse pagamento seja
efetuado. Ou seja, o valor do empréstimo que era argumentado como forma de colocar
todo o pagamento do funcionalismo em dia, além de atrasados de terceirizados, não foi
suficiente.

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