Sem graça, começou mais um Estadual

17/01/2018

É até blasfêmia esse marketing que insiste em colocar aumentativo no nome das
competições. É Paulistão, Brasileirão... Agora, tentam vender a imagem de
Cariocão. Não é! Infelizmente, não é. A Libertadores não precisa ter aumentativo e
a Copa do mundo não precisa ser chamada de Copão para ser gigante como é.
Copão que eu conheço é daquela loja de pão de queijo, caríssima diga-se de
passagem.
Não adianta chamar Pelé, fazer festa de lançamento super produzida, se no campo
vemos os clubes mais estruturados jogando com reservas, os times do interior
sendo tratados de maneira desrespeitosa, inclusive sem acesso da Segunda para a
Primeira divisão, estádios acanhados e sem laudos para receberem torcedores e
assim por diante. Não é um campeonato para o torcedor de estádio e no andar da
carruagem está deixando inclusive de ser um campeonato para a TV. A Federação
é incompetente, pouco confiável, e, mais do que isso: os clubes são responsáveis por
esses caminhos tomados nos últimos anos. A fórmula de disputa é tão esdrúxula
que até jornalista esportivo tem dificuldade para entender, quem dirá explicar
para o torcedor.
O Campeonato Estadual, depois da crise do final dos anos 90 e início parte do
início dos anos 2000, se reergueu com uma fórmula simples e competitiva. Dois
grupos de seis, campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio decidindo o título, após
duas semifinais, uma em cada turno. Mexeram no que não tinha que mexer para
atender a Dona Globo e proibir os chamados clubes pequenos de roubarem a cena,
como vinham conseguindo. Deu no que deu e até hoje não conseguiram recuperar
a mágica da competição. Não só empobreceram a competição, como mataram
ainda mais os clubes pequenos.
Enfim, a competição se iniciou com a previsão lógica de que o título ficará com um
dos quatro grandes com os mesmos chegando às finais. O Botafogo, pelo
planejamento e foco sai como favorito ao lado do Flamengo, atual campeão, que
mesmo priorizando a Libertadores é forte. O Vasco, além da Libertadores tem
todos os problemas políticos com o planejamento bastante afetado pelo seu mar de

insegurança. O Fluminense perdeu suas peças mais importantes e é uma incógnita.
Entre os pequenos, o Volta Redonda é um dos poucos com estádio e único
representante no Brasileiro, após boa Série C no ano passado. Fatore que pesam
em apontar a equipe como candidata ao melhor entre os miúdos.

Hoje é dia
dos Tribunais de Contas do Brasil
O dia
O início do macarthismo. Em 1948, membros do Partido Comunista de Nova York
foram julgados por traição da pátria. O fato marcou o início do macarthismo, nome dado
à perseguição de pessoas em atividades consideradas "antiamericanas".
Observando...
Cinco notícias que, talvez, você não viu
- Bancos passam a ocupar espaço do BNDES em financiamentos
- Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil bate recorde
- Rio foi a cidade com maior queda do aluguel em 2017
- Movimento quer ex-jogador Ronaldo candidato a presidente da CBF
- Vasco abandona patrocínio da Caixa e fecha com grupo farmacêutico
Palavreando
Amizade é procura conjunta que forma linhas inquebrantáveis para a costura da alma.

Ponte já multa

Época de férias e viagens para muita gente. Uma ida ao Rio é rotina para alguns e uma
necessidade de ocasião para muitos friburguenses. O alerta para quem passa pela Ponte
Rio-Niterói é que a fiscalização de velocidade que já estava funcionando há mais de um
ano, agora gera multas. Desde segunda, 15, quem trafegar acima de 80 quilômetros por
hora, velocidade máxima permitida na via, será multado.
Radares modernos
São oito radares posicionados em quatro pontos, nos dois sentidos. Os equipamentos
possuem tecnologia de medição a laser e são capazes de calcular a velocidade em um
amplo campo de espaço. Quem for flagrado excedendo a velocidade de 80 km/h ser
multado em até R$ 293,47, se estiver mais de 50% acima da máxima permitida, o que é
considerado infração gravíssima, com perda de sete pontos na carteira de habilitação.
Dívidas
O Governo Federal desembolsou R$ 4,06 bilhões para pagar dívidas não honradas por
estados e municípios no ano passado. De acordo com o Tesouro Nacional, quase a
totalidade dessa conta é do Rio, que assinou um acordo com o governo federal para
adiar o pagamento da dívida e tentar recuperar as contas públicas do estado. Por causa
da situação do Rio de Janeiro, o calote dos governos regionais cresceu 71% em 2017.
Situação crítica
Só o estado do Rio de Janeiro é responsável por R$ 3,99 bilhões dos pagamentos feitos.
Além de cobrir o calote do estado, o governo permitiu que o governo estadual pegasse
novo empréstimo para tentar colocar as contas em dia. Foi com a operação de crédito
que foi possível pagar salários atrasados de funcionários públicos, mas ainda ficou
faltando o 13º.
Proibidos de pegar empréstimo
No Estado, a Prefeitura de Belford Roxo (RJ) é a única proibida de contrair
empréstimos, por estar na lista de mal pagadores da União. No entanto, a situação da
maioria dos municípios é avaliada como ruim. Lembrando que alguns municípios
entraram em estado de calamidade financeira, entre os quais a vizinha Cordeiro.

Sem graça, começou mais um Estadual