Crise institucional esconde crise real

03/11/2017

Mais de 100 policiais morreram só neste ano no Estado do Rio de Janeiro. Mais de 800 pessoas foram mortas pela polícia, incluindo crianças atingidas por balas perdidas. Portanto, não entro aqui no mérito do conceito de “bandido bom é bandido morto” ou do argumento de “justiça pelas próprias mãos”. Temos um sistema judicial, que imperfeito ou não, é o que vigora na regra do jogo e das relações da sociedade.
O Estado gasta mais de R$ 8 bilhões por ano com segurança pública. O dobro do que investe em educação e 8 vezes do que investe em ciência e tecnologia – braço das universidades púbicas. Nos últimos seis anos, o orçamento da segurança evoluiu quase 200%. Os demais ou ficaram na mesma ou sofreram queda. A evolução de recursos na segurança acompanha outra evolução: o aumento em todos os índices da criminalidade.
Portanto, é preciso falar de números com a sensibilidade de que por trás desses números há pessoas. Gente morrendo e sofrendo. Famílias que perdem seus trabalhadores. Crianças que não podem ir à escola. Pessoas honestas que ficam na prisão de casa pagando pelo tráfico de drogas sem nada ter a ver com ele. Quem tem?
O Governo Federal esquece que o Rio não fabrica nem drogas, muito menos armas. Elas entram por algum lugar. A União não faz e nunca fez a sua parte. Aí nasce o debate verdadeiro: pacto federativo, papel federal, política de drogas, assistência social. Esse debate da crise institucional não pode ser maior que o debate que realmente interessa que é a vida das pessoas.
O Ministro da Justiça é raso no que fala, mas provavelmente, ainda que se negue, representa de fato o que pensa o senhor Presidente da República que sufoca o estado do RJ e trata o povo fluminense como estrangeiros a serem explorados. Qualquer pessoa tem direito de criticar o governador, os comandantes da PM e qualquer pessoa que ocupe cargo público. O que não se pode é criticar de forma generalista instituições. Pois as pessoas passam, mas as instituições ficam.
A nossa verdadeira crise é a morte das pessoas. A segurança pública é a última esfera da política voltada para a vida. Ela dificilmente resolverá o problema sem os aparatos que vem antes dela: educação, cultura, esporte, saneamento básico e assistência social. É a ausência dessas políticas que fabricam a violência. A falta delas é fator essencial na equação das ausências da inércia do Governo Federal que, consciente ou inconsciente, não cuida das fronteiras e permite a entrada de drogas e armas e não encara a questão como deveria ser encarada. O caminho da crise institucional estabelecida pode ser curto – eles se resolvem com telefonemas – mas a crise real... Essa promete um caminho bem longo.

Empréstimo para pagar dívidas

Um banco francês foi o vencedor do leilão do empréstimo de R$ 2,9 bilhões do governo do Rio, que ofereceu como garantia até 50% das ações da Cedae. O Banco BNP Paribas do Brasil, filial brasileira de uma das maiores instituições financeiras da França, foi o único que apresentou proposta durante o leilão.

Dia 15?

Com o dinheiro entrando na conta, o Estado pretende pagar imediatamente o 13º do ano passado e acertar os demais salários atrasados do funcionalismo público da ativa e também dos inativos. Ainda têm salários pendentes referentes ao mês de agosto. A operação deve demorar mais 10 dias. Ou seja, pode ser que até o dia 15, o Estado finalmente acerte os atrasados.

Valores insuficientes

Analistas preveem que o valor não é suficiente, no entanto, para pagar os salários de novembro em dia, muito menos o 13º de 2017. Dessa maneira, o Estado tenta antecipar receitas de royalties na casa de R$ 4 bilhões. Com esse recurso e a arrecadação de início de ano, o Estado acredita que mantém os salários em dia até o fim do ano que vem. A conferir.

Curso bombeiros

Bombeiros representando todos os grupamentos do Estado participaram do primeiro curso de busca, resgate e salvamento com cães, em Goiás. A instrução teve duração de dois meses. O programa incluiu aulas sobre conhecimento e formação de cães de busca; adestramento e psicologia canina; salvamento aquático; operações aéreas; noções de salvamento em colapsos estruturais e deslizamentos; e sobrevivência e busca em matas.

Salvamento com cães

O curso capacita os alunos para resgate de pessoas nas mais diversas situações, tendo o cão como ferramenta principal, otimizando o tempo-resposta. O treinamento especial simula desde ambientes menos complexos até cenário de grandes catástrofes de desastres naturais, com pessoas perdidas ou acidentadas em matas e florestas, em situações de deslizamentos e em meio líquido. Os bombeiros que fizeram o curso agora têm a responsabilidade de atuarem como multiplicadores em seus quartéis.


Hoje é dia
do Guarda Florestal
da Instituição do Direito de Voto da Mulher


O dia

Em 3 de novembro de 1968, a novela Beto Rockfeller estreou na TV Tupi e revolucionou o gênero. A nova linguagem deixava de lado a interpretação excessivamente dramática. Um marco na história da televisão brasileira.

Observando...

Cinco notícias que, talvez, você não viu:

- Desigualdade de gênero piora após 10 anos de avanços
- Para governo do MS, União é omissa e tráfico na fronteira sustenta crime no RJ
- Venda da Eletrobras será por projeto de lei e governo teme demora
- Ex-líder das Farc será candidato à Presidência da Colômbia
- Sem citar Huck, Doria diz que não há espaço para "outsider" em 2018


Palavreando

Repleto de você eu posso dar o melhor de mim. Porque com você, com a simples ideia de você, abro sorriso maior que o mundo. Sou todos os exageros no intervalo de um segundo.

Crise institucional esconde crise real